sábado, 17 de setembro de 2011

Impostore: sobre quem não somos


Eu fico imaginando que resposta eu darei quando te encontrar e não te reconhecer. Pois só em mim existe. E em mim existe um espaço que é seu. Esse espaço não existia, nem tão pouco existe. Sou apenas eu e um  lugar que não é. Então decidi enfrentar a desilusão de não  ter e nunca achar em meio uma multidão de conhecidos e desconhecidos um "impostore".
Ao meu lado direito, singelamente fora de um espaço de separação, matematicamente próximo e afavelmente distante do tempo em que apenas imaginávamos a existência um do outro permanecendo a vagar pela vida como peregrinos e forasteiros na esperança de dar por um breve período de tempo a um ser também insignificante nossos dias de amor e ódio.
Materializando verdades coloco a minha em primeiro lugar, desembaraçando trajetos mal traçados nos escombros de um ponto sem matéria, espaço ou forma. E se um som quase imperfeito abarca meu coração não consigo deixar de imaginar quando o silencio pairar e sonorizar resiliências.
Usurpar um lugar que não existe, passar a ser o que  não era, para assim ser o que já a muito se deixou passar. Destino de todos: ter um nova existência na vida de outrem e ocupar um espaço de ninguém! 
(Bela Malta)

Um comentário:

Nanda Maciel Maia disse...

Gosto dos seus textos, esse dava uma boa música!

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