"Sou uma mistura de (des)ilusão e esperança. Há quem diga que isso não exista, mas eu digo que sim e por experiência própria."
(Bela Malta)
- na espera do marco imagético-
-Eis que é chegado-
-Eis que é chegado-
Era fim de ano e se iniciava mais
um recomeço de dias... Eu partia para vida como quem sente o cheiro do mar e não
resiste a seu convite, era um dia como outro qualquer e não existia expectativa
alguma em mim, nem planos, nem projetos, nem demandas, não porque não houvesse
esperança, mas por que eu havia escolhido ser surpreendida, viver e sentir
a experiência de viver, sem receios e frustrações. Carregava comigo apenas
a esperança de que nada era impossível... Eu nem ao menos sabia o que era possível, nem
mesmo sabia das impossibilidades, a vida ao meu redor me chamava para
viver e eu como criança ansiava brincar com ela, brindar o que eu já
tinha, porque o que eu não tinha eram paginas ainda não folheadas já
pensadas por uma mão poderosa que se estende sobre mim todos os dias e que me
alcança pela Graça, mas que por mim serão escritas a cada respirar, passo a
passo. Certa de que precisava me empenhar nessa tarefa, eu, dentro de mim
tremia e expirava tudo para fora.









