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segunda-feira, 1 de abril de 2013

complicação



Eu sou assim complicada mesmo, complexa ao extremo, avessa a simplicidades, quem me quiser por perto terá que conviver com o pacote completo sem cortes. Desculpe-me, mas não vou parar de pensar, nem de escrever, mas vou direcionar tal ímpeto para coisas essenciais, as futilidades que fiquem nas entrelinhas e nos entretempos, leia-se overtime. Então leia e releia e não entenda. Bem aqui, sou eu, falando comigo mesma e sendo exaustivamente sujeito, sujeita, sempre em relação, a trocas comunicativas veladas, numa necessidade de encontro com a alteridade. Não, não irão me deter, nem me moldar em formas estupidamente definitivas. Quando quiser ser louca e não me fazer entender assim farei, sem receios. Aceite se quiser! Não implorarei afetos, nem concordâncias, já seria querer demais. Apenas exigiria esforço, no encontro, na simbiose de mentes, de mundos distintos. E pronto!

Assinado: eu. 

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Resoluções 2013

Faz exatamente nove meses que me afastei do que mais amava fazer nesse espaço virtual: escrever. Hoje estou de volta para compartilhar pensamentos originados a pouco mais que um mês atras. E... de volta ativa. Quem eu sou não faz o mesmo sentido sem as palavras que me perpassam.

Estou a experimentar uma paz que excede todo entendimento. Diante das circunstancias da vida enxergo possibilidades, degusto esperanças que promovem em mim expectativas. Me vejo hoje como alguém pronta para refazer percursos, tapar brechas e restaurar edificações. Aquele sentimento de desespero e desamparo hoje dar lugar a firmeza de passos orientados a objetivos plenos de direção. Aquela angústia experenciada por tanto tempo me proporcionou humildade e simplicidade diante do sofrimento humano.
Eu ainda não venci, talvez ainda não tenha nem saído do lugar, do lugar físico, por que dentro de mim avancei milhas. Aprendi com meus erros, cresci com minhas amplas dúvidas. Aprendi que fazer escolhas não é fácil e que é preciso uma pitada de obstinação quando o assunto é paixão. 
Você pode ser uma pessoa perdida em meio a certezas e dúvidas, mas quando um ímpeto ardente pulsar em seu coração, quando em meio a falta de sonhos surgir dentro de você uma chama que te dar forças/motivos para conquistar e vencer impossibilidades, deixe-se iluminar por esta pequena luz que insiste em permanecer acessa. Ela clareará teus caminhos e te dará ânimo quando mais nada der certo e lágrimas falarem em teu silêncio. 
Irás entender que a lugar nenhum chegarás sozinha, mas que ninguém poderá realizar aquilo que compete a você.
Que teu futuro ainda tão nublado não seja apenas um temor, mas uma oração.

sábado, 7 de abril de 2012

Coração na mão


Não tem aquelas histórias impossíveis que ninguém acredita,que ninguém acha possível? Pois é, ele tentava encharcar a alma com elas. E a convidava para sua vida de uma forma tão excêntrica, singela, cheia de beleza que a forçava a não acreditar.

Não era por nada, mas era um real distante demais. E o gigante entre eles, o que os fazia esperar... Ah o gigante! Era pequeno comparado ao que eles tinham que enfrentar dentro deles mesmo.

No armário da recordação

"Não há espaço em mim para outras entregas, nem para paixões cegas."





Esgotou-se minha potencialidade para fantasias
Tudo que tinha gastei
Perdidas foram na força do vento
Não há como tomar de volta, pois o vento levou
E ninguém sabe se  sementes jogadas ao vento fecundam jardins distantes

Agora me dizes que teu jardim tem rosas que são minhas
Rosas que eu não plantei, não reguei
mas o vento levou e ai nasceram
Rosas que se eu quisesse enfeitariam meu coração

sábado, 17 de setembro de 2011

Impostore: sobre quem não somos


Eu fico imaginando que resposta eu darei quando te encontrar e não te reconhecer. Pois só em mim existe. E em mim existe um espaço que é seu. Esse espaço não existia, nem tão pouco existe. Sou apenas eu e um  lugar que não é. Então decidi enfrentar a desilusão de não  ter e nunca achar em meio uma multidão de conhecidos e desconhecidos um "impostore".
Ao meu lado direito, singelamente fora de um espaço de separação, matematicamente próximo e afavelmente distante do tempo em que apenas imaginávamos a existência um do outro permanecendo a vagar pela vida como peregrinos e forasteiros na esperança de dar por um breve período de tempo a um ser também insignificante nossos dias de amor e ódio.

domingo, 4 de setembro de 2011

Simples assim.

"Não vou mais abrigar pensamentos que não forem saudáveis."
 (Elizabeth Gilbert)


Simples assim: dias de ignorância acabam com a simples compreensão da coisas, ou quando se é convencido de algo que você no minimo tinha uma leve noção. As vezes você é o grande responsável por este passo imenso na sua vida, outras vezes você é induzidos pelos fatos extremamente claros que lhe saltam aos olhos como cangurus. O fato é que esses dias são acompanhados de uma imensa satisfação, você esta a partir de então desacorrentado de suas próprias ideias sem fundamento real, livre para não ser nada. Não ser nada já é de bom tamanho, não ser nada já é bem melhor do que achar ser alguma coisa.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Sou meio assim

Gosto de presença, de conversa, de sentar ao lado, segurar na mão, mexer nos cabelos, estralar os dedos, fazer cosquinha, gosto de ta sempre perto, gosto de ombros, de mãos, de sentir as batidas do coração, gosto de mensagens, adoro receber ligações, adoro ser lembrada, adoro dar uma de intelectual, de falar besteira e rir de bobera, gosto de falar de Deus, falar com Deus e perceber a vida por um ângulo que só em Deus é possível achar. Não gosto de solidão, gosto de ter amigos, de sonhar com um grande amor, gosto de filmes de romance, filmes sobre a vida, filmes sobre as guerras, gosto de dramas em dias amenos (rsrsrs), gosto de boas companhias, de estar com pessoas que me deixam nervosa, gosto de perder o controle, de não ser controlada, de me deixar ser levada, gosto de lembrar que sou gente, gosto de cultivar princípios, possuir valores, valorizar simbologias, gosto de ter fé, de acreditar, mas gosto de duvidar também, gosto de desenhar, de escrever , de dançar, gosto de pelos movimentos mais inusitados sentir o estralo de cada parte do corpo, de sentir o vento refrescar o rosto e balançar os cabelos, molhar a os pés ao movimento das ondas, não gosto de ver pessoas sozinhas, não gosto me sentir sozinha, para finalizar gosto de palavras, de sentimentos, de pensar, de afeto, de toque, no fim tudo tem significado, são linguagem...
Bela Malta

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Impessoalidade

Existem dias, tempos, épocas que tudo parece escuro, triste, sem cor, sem perspectiva...
Dias nos quais mal se enxerga a um palmo de distância e o que se vê não é tão agradável, já não é mais tão belo... Qualquer mínimo esforço parece uma eternidade de sacrifício, acorda de manhã e seguir suas meras obrigações diárias já não trás contentamento algum. Quem você é já não agrada mais. O pulsar do animo esta nas ultimas e busca-se a todo custo motivos outros para começar do zero...
Sem nada concluir dessa inabilidade de lidar com a vida limito-me a pensar na possibilidade de formatar em mim mesma novas formas de ser. Ou de não-ser? 
Tanta impessoalidade! Por que não falar de um eu, de um eu que sofre, ao invés de pluralizar uma fala? Qual o problema de admitir fraqueza quando essa sobra nessa ínfima vida? Por que achar explicações plausíveis pra desmerecer a dor, desqualificá-la, encobri-la e por fim matar qualquer possibilidade de seu fim? Por que sorrir se dentro um choro desconhecido quer exalar-se? Se minhas convenções me impedem de nada sentir, de não ser, de chutar pro ar tudo que ofega a respiração... Se a dinâmica da vida traça os meus passos e não tenho neles escolha alguma, que escolhas são essas que se precisa tomar pra aprender a viver?
Escolha de permanecer sem escolha pra não sofrer coma a inaptidão de ser, ou de não ser nada do que se espera, esperam, esperamos... Se o outro de dentro não entende quanto mais os de fora.
Se são apenas sentimentos sem lógica, sem razão ou explicação por que são tão coerentes com o que se não tem, com a ausência de sentido, logo um sentido da não coerência, da falta, da ausência, da necessidade?
Não é para ter lógica, estrutura racional ou semântica é apenas o que de fora desregulado imprimiu-se no que está de dentro...  “é apenas mais um gota salgada que se esmera a fugir ganhar o mundo” e cessar com a dor do interminável sem sentido...


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