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segunda-feira, 1 de abril de 2013

Sem titulo


“É sempre mais emocionante persistir em querer coisas que não podemos ter.”

Ele tinha outros beijos, mas queria os dela. Tinha outros abraços, mas era em seus braços que ele gostaria de permanecer. Ele recebeu sorrisos, afetos e outros convites, mas era dela que se esmeraria em tirar os melhores sorrisos, era com ela que queria ir a esquina, era com ela que passaria o dias frios sob cobertas, ou os de calor numa praia qualquer.

A ponte



|Talvez ele tivesse razão... Se ela o amasse de verdade ela o iria esperar, mas amar era uma palavra forte demais para algo ainda não existente.
|Ela não aceitava ter que esperar, não por que achasse que não valesse a pena, mas por que não entendia o sentido de esperar sem certeza alguma, sem previsões, nem ao menos com a leve esperança de que o teria no final das contas.
|Depois de tudo nem ela mais sabia se o amava, nem mesmo o que viria a ser o amor, ou pelo menos se seria sensato arriscar construir um tal amor sobre tantas incertezas, sob um céu estrelado, mas sem proteção alguma, sujeito as intempéries do vivido.
|Por algum tempo esperou respostas audíveis, contrárias a tudo aquilo que criara suas dúvidas; O silencio, sua resposta, aceitação e concordância com tudo que lhe expôs ao temer, sua exegese.
|Tal ser estava distante demais para que ela em esforço individual construísse as pontes, as benditas que os manteriam a salvo de perderem-se um do outro.
|No fim, parecia que desde sempre existiu sentido pra suas ações e palavras insanas em nível de loucura e precipitação. Mas não, ela os criou depois mesmo. Depois que teve que aceitar a perda terrível que lhe tinha sido imposta.
|Hora ou outra se pegava chorando, pedindo a Deus para estar errada e para tê-lo de volta, sem que para isso precisasse voltar atrás, já que não houvera nem haveria certezas. Nem mais se importava com elas, apenas queria estar errada. De fato ansiava está profundamente errada, para que assim errada pudesse sonhar com ele novamente, contudo, desperta, e não enquanto dormia como lhe era de costume.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

GOSTO AOS POUCOS, MEIO SEM GOSTO E PASSO A GOSTAR DESCONTROLADA

 "Em vez de tentar tirar os pensamentos da sua mente na marra, arrume alguma coisa melhor para sua mente brincar."
(Elizabeth Gilbert)
 Ao ir hoje para a universidade pensando, pensado, dialogando comigo mesma, com um outro de mim, com meus interlocutores mais fiéis, que muito me divertem, com quem eu gasto a maior parte das minhas interrogações.  Não sei ao certo como em nossa conversa chegou-se nesse assunto mas sei que discutíamos sobre quem sou, quem  fui (para tais isso é interessante). Existem aqueles que diriam que a vida como um todo é um grande repetição, que repetimos ao longo dela as mesmas afinidades, gostos, desejos e inclusive erros, que estamos fadados a perpetuar uma mesma existência toda a vida. Afinal de contas nos desenvolvemos ao redor de uma estrutura formadora e embasadora. Tem lá seus sentidos, mas seria uma grande redução das possibilidades humanas... 

Bem, mas o que hoje me surpreende são as discrepâncias que se apresentam entre o agora e o que passou. Os novos valores que atribuo as coisas, como quem eu sou hoje tem haver com as pessoas que fizeram parte de mim um dia, como meus sonhos e projetos ainda que divergentes do que foram a um tempo atrás estão impregnados daqueles momentos, daquelas questões, daquelas discordâncias, daqueles partilhamentos, mesmo sem perceber a gente se impregna do outro de suas perspectivas, de suas paixões , de seu trejeitos, nas dinâmicas das intersubjetividades as individualidades se perdem, se refazem, se reconstituem constantemente. Ao olham pra dentro (dentro?) tenho expectativas que nunca existiriam se não fosse a presença de algumas pessoas, para me ensinar que sonhar é preciso, amar é possível, chora inevitável, tantas outras coisas. É assim que levamos conosco pessoas que se foram que ficaram e que se presentificam todos os dias.

Esse texto era para falar de mim, to começando a perceber através de pessoas que atualmente estou tendo o prazer de conhecer que não falo tanto de mim quanto eu tenho a impressão, que aqueles limites não são tão fáceis de romper, falar de mim mesma para aqueles interlocutores fieis é fácil, para outros fora da pele é mais difícil, esse mim fica tão solto, tão fluido, tão superficial, que o transbordar de palavras só dá indícios. Vou dando indícios me achando para ser achada, me fazendo, refazendo , sempre e sempre, todos os dias os momentos, a vida toda. Sou uma pessoa!

No todo gosto de gente, de pessoas, não quer dizer de todas nem de todos os tipos, mas a maioria sim. Gosto de presença, de conversa, de sentar ao lado, segurar na mão, meche no cabelo, estralar os dedos, fazer cosquinha, gosto de ta sempre perto, gosto de ombros, de mãos, de sentir as batidas do coração, gosto de mensagens, adoro receber ligações, adoro ser lembrada, adoro dar uma de intelectual, de falar besteira e rir de bobera, gosto de falar de Deus, falar com Deus e perceber a vida por um ângulo que só em Deus é possível achar, não gosto de solidão, goste de ter amigos, de sonhar com um grande amor, gosto de filmes de romance, filmes sobre a vida, filmes sobre as guerras, gosto de dramas em dias amenos (rsrsrs), gosto de boas companhias, de estar com pessoas que me deixam nervosa, gosto de perder o controle, de não ser controlada, de me deixar ser levada, gosto de lembra que sou gente, gosto de cultivar princípios, possuir valores, valorizar simbologias, gosto de ter fé, de acreditar, mas gosto de duvidar também, gosto de desenhar, de escrever , de dançar, gosto de pelos movimentos mais inusitados sentir o estralo de cada parte do corpo, de sentir o vento refrescar o rosto e balançar os cabelos, molhar a os pés ao movimento das ondas, não gosto de ver pessoas sozinhas, não gosto me sentir sozinha, para finalizar gosto de palavras, de sentimentos, de pensar, de afeto, de toque, no fim tudo tem significado, são linguagem...

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