Mostrando postagens com marcador Reflexões. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Reflexões. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 18 de abril de 2011
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
QUEM VOS FALA EM PRIMEIRA PESSOA
Suas vozes me perpassam, ao escrever dialogo com os muitos que existem em mim, me questiono, me interrogo, penso em como vocês estariam pensando. Suas falas a todo tempos são suas e se tornam minhas e prosseguem num movimento heterogêneo.
Importa-me que as pessoa que me importam dividam comigo meus pensamentos, não que os tomem para si, se assim o fizer muito bom também, mas que dialoguem comigo, me escutem na forma que eu mais sei falar, com as palavras dos dedos. Enfatizo que esse diálogo não implica por si só concordância. Por que não contradição e conflito?
Em mim crenças avessas se degladiam: as pessoas têm sempre algo de bom e sempre há a possibilidade de que sejam sempre melhores do que são; as pessoas trazem em si uma bagagem de maldade, sempre há algo de mentira, de falsidade, de perverso em suas atitudes, elas em si são movidas por interesse na maioria das vezes egoístas.
Minha experiência com estas crenças acabam por me acusar o tempo todo e eu não sei se é para mim mesmo ou para os outros que eu tento mostrar-me cada vez mais transparente quanto a estas "disposições" (ou será escondê-las quando o mim as desaprova?)
Contudo para além de pensá-las como boas ou más, bondade ou maldade, me questiono a entendê-las. Quais referências uso para classificá-las? Se sou eternamente travada por tal dualismo, com que termos em mim ele se configura? Não termos de terminologia, que de alguma forma cairia na minha historia de vida pessoal travada dentro da religião (sou muita grata a isso!) e que me custa olhares preconceituosos tanto (e mais ainda) de fora como de dentro. Mas por termos como em guerra, pra além de limites e fronteiras, termos no sentido de declaração em processo (e aqui denuncio que o Aurélio me serviu auxílio).
Meu primeiro “termo”: não consigo estabelecer relações significativas sem me apegar, quando sou forçada a isso estas se mostram demasiadamente insatisfatórias, com o tempo meu interesse por elas se esvanece.
Me angustia tanta impessoalidade. Tenho crônico em mim um luta entre tendências (não vamos ao pé da letra inato da palavra) ao solitarismo (me autorizo aos neologismos), pessimismo e isolamento e outras que posso citar em outra oportunidade, que sinto a todo instante a necessidade de por termos, de estabelecer lugares, subjetividades. Quem é o sujeito que me fala, que afirma, que nega, que questiona? Queria conhecer a pessoa e não só a idéia?
(Não terá isso haver com minha necessidade de sempre perguntar: mas quem foi este autor da qual a gente discute as idéias? Talvez ele queira ser ouvido em primeira pessoa e seu esforço sobre sua obra foi apenas uma forma... Não é isso que as pessoas fazem? Falam de si ao falar sobre as “coisas”) Isso sou eu a “me dialogar”, conversar com o mim.
Minhas palavras talvez confundam qualquer conhecedor “profundo” de mim, para ser irônica. A gente sempre acha que conhece demais o outro e insiste em enquadrá-lo em nossos estereótipos pessoais, ou até sociais mesmo (não é isso que eu faço com meus pais e até o que eles se fazem?). Não dá para culpar friamente ninguém por isso, todos nós realizamos esse movimento de categorização do outro como recurso muitas vezes de compreensão. Nosso aparato cognitivo, para ser bem objetiva e dialogar fora desse humanismo, nos induz a isso por seus limites. Que pode aos poucos ser encaminhado com alguma reflexão.
Voltando ao ponto, eu quis apenas dizer que eu não sou só o que se pensa conhecer, para além disso, sou uma pessoa, muitas vezes nem meu comportamento condiz com o que penso, sinto, ou com os conflitos que marcam o “palco” da minha mente. Entenda-se comportamento aqui inclusive como comportamento lingüístico (ponto (.) sem mais explicações... seria legal seguir uma linha de pensamento coerente sem expandir e explicar demasiadamente (risos))
Angustia-me a distancia entre as pessoas, me angustia não conhecê-las naquilo que é tão próprio dela (e não fazer nada para tanto), me angustia aqueles diálogos tão produtivos nos corredores da academia em que nada se sabe dos sujeitos que falam, me angustia o quanto reproduzo isso, como me falta tanto essa proximidade, essa afinidade relacional com os outros (ou com os que amo). Como tanto ponho termos, agora enquanto fronteiras e limites, como tanto me afasto, quanto o que mais quero é estar tão próximo quanto o tempo todo (com um tanto de exagero!).
Começo o texto falando de meus pensamentos frente às pessoas. Me arrisco a dizer que tal dualismo em minhas crença sobre o outro dificultam meu acesso ao outro e do outro a mim (para não generalizar e cair em determinismos que eu tanto critico prossigo contextualizando minhas idéias a mim). Me sinto como um castelo medieval que “quer” que sujeitos o habitem, masque se mantém a portas fechadas temendo as devastações que estes o causariam. Não me pretendo analisar psicanaliticamente (risos) seria um movimento esforçosamente duro para o presente empreendimento.
Quanto me permito amar demais determinadas pessoas e vê nelas coisas tão boas quanto possível (falo para além de romance embora tenha muito haver), me apegar, sentir-me identificada com estas, parte de algo, para além de um circulo de amizade acadêmico pro exemplo, ou de amigos de colégio, alguns inclusive que nunca desocuparam seu espaço em mim até hoje, amores mesmo, relações familiares, quando alem de pura obrigação, existe sempre aquelas colocaçõezinhas que você mesmo se coloca: são pessoas passageiras, sentimentos passageiros, que não vale a pena amar demais, uma hora elas vão embora de sua vida, vão esquecer-se de você, viver a vida delas e você a sua, não se envolva tanto, as pessoas pelas circunstancias da vida são quase sempre sempre egoístas. Não são colocações enfaticamente vitimizatórias tem sempre muito do que você mesmo faz com as pessoas.
Fechando. Não se deve dar tanto de si para alguém que um dia vai embora e vai deixar um espaço a ser ocupado novamente. Não seria um tal pensamento exarcebadamente egoísta? Não seria essa dinâmica da vida?
As vezes me sinto como alguém que não sabe perder coisas e não ficar com o sentimento de perda em si. Amigos, professores, amores, família, meus pais (afinal você perde um pouco deles quando cresce).
Não que não tenha vividos momentos onde meus mecanismos de defesa tenham falhado, e tenha amado demais entre uma colocaçãozinha e outra (muitas por sinal). Onde o medo axiomatizador destas colocações tenha se mostrado falho para explicar a profundidade dos sentimentos envolvidos na relação e consequentemente aquela tal dinâmica da vida. E que, digamos assim, tenham sido momentos tão enobrecedores como felizes. Existem pessoas por aí que levam consigo minhas partes e que como eu disse anteriormente ocupam espaços em mim, apesar da não-dita distancia, como existem também outras que eu peguei de volta o que era meu (se é que isso é possível), para ser um pouquinho drástica.
Não sou de muitos amigos. Nunca abracei todos com emoção e amor, mesmo estando sempre no meio de muita gente. Quando colocava aquele termo, em termos de declaração em processo, era por que era uma relação que de fato acreditava (embora com um passinho atrás) em meio a minha frieza, falta de intensidade, resistências, quando amava de fato fazia da companhia destes uma coisa diariamente boa.
São sou tão boa falando, então eu escrevo...
Abraços de urso
P.s.: Que eu devia dar mais vezes quando desse vontade!
Agora posso estudar em paz!
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Por que não? Não ao Amor?
Falo como se soubesse de algo, de nada sei finjo que sei e prossigo fingindo até perceber que há alguma possibilidade de estar certa.
(Bela Pinheiro)
Não mais se quer muito hoje em dia depender de ninguém, as pessoas querem ser independentes, suficientes.
Não que não quero ser independente, entre tantas outras coisas, financeiramente, mas quero também depender, me perder, achar, depender de outro ser humano e ter a vida entrelaçada à dele.
Entretanto para que tal dependência de fato exista de forma saudável precisa ser proveniente de uma escolha. Dependência emocional, física, material deve ser fruto de um ato de vontade de sujeitos e não de uma necessidade. Necessita por que escolhe-se necessitar . Amo por que escolho amar. (Será mesmo escolha? Eu aprendir que perguntar nunca é demais)
Você precisa do outro por natureza, mas não se nasce estruturalmente adequado a um outro, até nas primeiras relações com seres humanos vamos nos formatando sujeitos distintos do outro, e aos poucos obtendo essa percepção de eu e nos dissociando daqueles com a qual um dia compartilhávamos as ligações mais estreitas e dos quais éramos na medida do possível similares, rompimento que se processa em algumas dimensões da vida humana. Aqui necessitamos não por escolha, mas por consequências, estas externas a nós.
É comum que relacionamentos de outra espécie que ocorram nessas condições de simples necessidade, não sejam satisfatórios, as pessoas unem-se em matrimônio, no entanto não entendem que além da necessidade física, sentimental, econômica existem outras questões que na complexidade da vida atual fazem-se necessária para tal empreendimento. Talvez anos ou décadas atrás as pessoas não pensassem tanto a respeito ou não fizessem caso da simples repetição da vida, via casamento, sexo, reprodução, trabalho, filhos, família. Não quero contrariar a simplicidade disso, mas trazer a discussão outras perspectivas a seu respeito.
Certo que para todas as ações humanas existem sentidos, que estes mesmo são construídos e reconstruídos pelo homem, já que muitos desses legados são advindos da cultura, sem perder de vista a novidade da ação humana e suas resignificações constantes. Todas estas instituições humanas e costumes são simbolizados em cada cultura particular. Não há ação fora do simbólico que é um atributo “humaníssimo”, é o que nos faz ser assim. Dou significados a minha vida, mas o que me proponho aqui é: baseado em que a instituição do casamento é significada? Até que ponto a artificialidade humana é levada por seus agentes?
Temo talvez que esteja reduzindo a exarcebadamente a dinâmica das relações ao meu lado egoísta, mas acredito que muitos daqueles sentimentos de inapropriação, obrigação em fazer-se eterno, ofuscam a grande finalidade do estar junto, da união estável, que não é apenas permancer na relação, mas ser ativo participante e construtor da mesma. Esta que não permanece imutável, mas constantemente em transformação juntamente com os sujeitos que nela são atuantes e os contextos onde ocorrem.
O monstro do casamento! Que trás na bagagem um recheado de significações negativas, de historias falidas ou que como tentativa da nova geração de romper com as passadas, de serem “autenticas” (risos) passam a não vê-lo mais como necessidade para consumar uma relação. Se junta os troços e vive-se mais feliz que sozinho ou casado.
Quais são essas significações? A perda do valor do matrimônio a meu ver é incalculável perda. As inconstâncias sociais se instalam de forma alarmante por que de alguma forma ou de forma indireta a instituição familiar também é abalada.
Como não há nada melhor para minha liberdade que um texto desorganizado e assistemático, sem nenhum orientador (risos) para me lembrar que ter pena do leitor, então o leitor que se dispuser a ler leia assim mesmo!
Não existe ninguém adequado a mim, nenhuma alma gêmea, metade da minha laranja, encaixes perfeitos. Existem apenas pessoas que prosseguem fazendo escolhas. Estas com bases em motivações das mais variadas e estas muitas vezes que este próprio desconhece, mas as significa, as interpreta (acho isso demais!). Estes motivos podem ser concretos ou não, podem ser conselhos, intuições (vossa humanidade!!), sentimentos, aos poucos uma colcha de retalhos, um emaranhado de sentidos consuma uma união.
Muitas vezes escolhe-se não ver certos incômodos, atritos, você se molda ao outro. Li o seguinte comentário em um texto A coragem do amor de dura de Contardo Calligares (recomendo a leitura http://contardocalligaris.blogspot.com/2010/05/coragem-do-amor-que-dura.html) que desde então fez mil pocos de sentido: “o amor não acaba porque as pessoas se separam ,mas acaba quando botamos nosso amor próprio na frente de tudo que vivemos enquanto estávamos juntos com a outra pessoa e, digo mais, quando resolvemos compartilhar nosso amor com alguém, já sabemos como o outro é, e mesmo com todas os defeitos que fingimos que não vemos, nós acolhemos por amor que só acaba quando tentamos mudar o que já nos incomodava. ‘AMAR É TENTAR PREVALECER MAIS OS MOMENTOS BONS QUE OS RUINS...’”
O amantes adéquam-se mutuamente para estarem juntos e compartilhar as mais diversas partes de suas vidas.
O amantes adéquam-se mutuamente para estarem juntos e compartilhar as mais diversas partes de suas vidas.
Com o tempo se apercebem que o que motiva o prolongamento da relação são motivos outros que a vontade de permanecer juntos, como filhos, bens, inexistência de apoio familiar externo, entre tantos outros. Ao longo de uma seqüência temporal, a relação transforma-se as pessoas se modificam, e algo que permanece invariante que não dá conta das novas demandas do casamento. Os motivos primeiros nem sempre são mais tão relevantes: o apaixonamento, um percurso junto de historias. Mesmo que estes sejam estruturantes da relação não são suficientes para sustenta-la como hoje se impõe a qualquer motivo do passado.
Viver o presente plenamente com base no passado, o qual inclui também aqueles votos muitas vezes trocados num lócus eclesiástico, causa desgastes e sentidos distanciados cada vez mais do sujeito. É no presente que a vida a dois tem que viver. Engajar-se na tarefa de alem do cotidiano criar possibilidades de vida novas a cada esquina. Por que não com a mesma pessoa?
É necessário, imprescindível render-se ao amor, identificar-se com o outro, enxergar-se a si mesmo pela via do outro. Ser humano até o limite do possível.
Com tempo a paixão passa, o desejo já não é mais tão ávido, as marcas do tempo deixam seqüelas das mais variadas forma e ofuscam o sentido do estar junto. Defino este sentido enquanto o amor (“cenas do próximo capítulo”), que não é apenas um sentimento, mas um ato de vontade.
Temo esta me contradizendo a todo momento, isso não é bem um medo. Afinal qual conhecimento tem seu progresso sem contradições? Temo não ter concluido nada, isso não é bem um medo. Afinal onde conclusão gera novos saberes?
Temo esta me contradizendo a todo momento, isso não é bem um medo. Afinal qual conhecimento tem seu progresso sem contradições? Temo não ter concluido nada, isso não é bem um medo. Afinal onde conclusão gera novos saberes?
Com isso concluo que é mister repensar o valor do amor, não defini-lo nem emoldura-lo, mas fazer dele uma constante mutação de sentidos, onde não há ausência de movimento.
Falo como se soubesse de algo, de nada sei finjo que sei e prossigo fingindo até perceber que há alguma possibilidade de estar certa.
quarta-feira, 30 de junho de 2010
Pessoas que nos fazem ser melhores pessoas II
Conversando com um amigo ele me disse algo muito interessante que desde então não parou de voltar a minha memória: que às vezes ao olhar para o sofrimento alheio, dores que talvez ele mesmo não seja capaz de imaginar ou suportar, não ver sentido para tanto desgaste com sofrimentos e certas lamúrias, e que mesmo na situação mais difícil da vida dele podia perceber que aquela não era a pior luta nem ao menos a mais dolorosa dor que um ser humano podia suportar... as vezes não é necessário se ter ações diretas de compaixão aquelas que outros possam ver, a forma como enxergamos o mundo ver a nos falar da nossa capacidade de sentir o outro...
Sempre ouvir muito falar da obrigação do homem cristão de depender apenas de Deus, de não ser “carente”, hoje como sempre me pus a questionar e discordo totalmente! Acredito que Deus vem a suprir muitas das nossas faltas e compensar nossas limitações quando estabelecemos ligações com outras pessoas. O ser humano é um canal de Deus na vida do ser humano. Da mesma forma que eu me torno humano, no sentido de adquirir características de humanidade, quando inserido no meio social, eu preciso o resto da minha vida do contato com esse outro, ele é essencial para eu ser humano e inclusive ser quem eu sou, visto que na relação com ele eu me constituo e através dele eu enxergo a mim mesmo e me identifico como diferente deste outro, me identifico enquanto um eu...
Então como pensar num ser humano auto-suficiente de seus pares “dependente apenas de Deus”, se este mesmo Deus nos criou para sermos um, e como haver unidade na distancia, aqui não em refiro apenas a distância física, quando o outro está tão longe de mim que sua existência não faz sentido não impacta de forma alguma a minha própria existência. Uma distancia não fisica mas emocional...
O outro mesmo distante geograficamente, do outro lado do continente, pode fazer parte da minha vida seja em oração seja me recordando da sua realidade da sua concretude neste mundo, e principalmente da sua dor... Assim um alguém que eu nem sei quem é me possibilita ser mais humano...
Há uns dias atrás eu me vi numa situação muito embaraçosa, uma amiga sai correndo derramando lágrimas e eu me dirijo a ela tentando ajudá-la de alguma forma. Imediatamente aquele velho conceito pessoal vem à tona e tenta ocupar espaço no meu esforço em ajudá-la: “eu sou insensível e não sei consolar as pessoas”. Essa é um conceito que me persegue há muito tempo (diria que o motivo para tanto é que não tive experiências (infantis?rsrsrs a la Freud) onde meu choro houvesse sido consolado com exacerbadas demonstrações de afeto)
Então deixando de lado todas as minhas limitações em demonstrações de afeto... me propus a pensar da seguinte maneira: “Não sei se ela esta gostando da minha presença ou se se sente a vontade comigo, para contar algo referente a motivação do choro ou mesmo só para chorar, mas eu sei que a pior coisa é chora sozinho... Mesmo que não saiam palavras da minha boca e eu não transmita um pingo de confiança, eu estarei ali. Minha presença fala pelo meu silêncio (desengonçado). As palavras calam e o silencio fala por elas... e diz muito mais que um transbordar de palavras...
O simples toque do outro é capaz de apaziguar o frio da solidão...
Por meio de todo esse percusso percebo que um elogio, um pouco de atenção para quem há muito tempo talvez não recebesse nenhuma, pequenos gestos, as vezes um simples bom dia, obrigado, ou mesmo abrir a porta do carro, manda flores para esposa ou esposo (por que não?) em um dia normal, mandar uma sms a um amigo que a muito n via (por falar nisso farei isso agora). Certamente as marcas que vc deixar vão dura para sempre...
Como sempre não concluindo chego a concluir que as pessoas são capazes de nos fazer melhores pessoas só por existirem ou mesmo por estarem por perto...
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Que os Teus pensamentos sejam os meus pensamentos
Ao descer do ônibus andando em direção a igreja, sempre tenho o costume de refletir sobre muitas coisas inclusive falar com Deus...
Hoje (na verdade ontem quando escrevir tudo isso... a net caiu e não pude postar.... aff)em especial comecei a analisar a roupa da minha irmã e pensei em dizer a ela que a blusa tal com que ela estava vestida “tava horrível para um dia de domingo", veio de imediato o pensamento de ela não ligaria e se posicionaria totalmente contra a minha opinião, mas ao mesmo tempo da próxima vez que pensasse em usá-la com certeza ela lembraria do meu belíssimo comentário (rsrsrsrs) e pensaria duas vezes em por novamente aquela roupa, ou mesmo se não lembrasse seria bem provável que ela desenvolvesse uma aversão a roupa e nem mesmo ela saberia o motivo para tal conceito a respeito do tópico em questão (ainda que persistisse em usá-la) ...
O interessante é que toda essa divagação me levou a recordar um tema estudado na faculdade: especificamente AS VOZES QUE DIALOGAM EM NOSSA MENTE, esta que constituem nossos discursos sobre os mais variados assuntos. Para tornar mais fácil a compreensão, entenda-se por vozes as varias "pessoas" ou "opiniões" ou mesmo conceitos a qual temos acesso sobre determinados objetos de discursos ( que são coisas objetos sobre a qual se fala) que podem se opor umas as outras, podem se complementar e que estão em nossa mente “batalhandoXdialogando” é como se elas de fato falassem conosco, ou melhor somos nós mesmos mantendo um dialogo interior. Com isso nossas mais pessoais opiniões fazem parte de uma gama de significados que outros já atribuíram as coisas do mundo, nada é tão nosso assim...
Com isso eu me peguei perguntando a Deus como nos livrar daquelas idéias que insistem em fazer parte de nossos pensamentos e discursos e que Dele nos afastam. Se a todo momentos somos expostos a elas por diferentes vias e como seres humanos somos altamente sugestionáveis( ou constituiveis) mesmo quando em nós (como no exemplo da irmã) é feito um esforço relutante em negá-las...
A pregação do dia foi exatamente sobre isso... (eu particularmente fiquei "impressionada"..rsrrs Glória a Deus)
Rejeitar os conceitos que nos são trazidos, é um movimento difícil que requer um investimento psíquico muito grande, mas que é fundamental para o crescimento em Deus... Ainda existe um sacrifício a ser pago por nós...
Se o mundo jaz nos maligno seus conceitos estão também na mesma direção, aqueles que vão de encontro à verdade da palavra de Deus devem ser negados... Mas como nos livras dessas informações que se enraízam e aos poucos vão tomando cada vez mais espaço, que nos maculam a cada dia afastando-nos do reino de Deus?
“Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.” Filipenses 4.8
É simples... A palavra de Deus pode nos proporcionar todo esse tipo de pensamento, ela nos traz “pensamento de paz e não de mal para nos da o fim que desejamos”
E apenas assim poderemos experimentar a vontade de Deus... Se nossa mente for renovada ao modelo de Deus, a Imagem de Deus, à sua perspectiva, á seus pensamentos, à sua maneira...
“Transformai-vos pela renovação da vossa mente para que possais experimentar a boa perfeita e agradável vontade de Deus” Romanos 12.2
E neste dia eu ouvi algoa que concerteza vai persistir em me marcar a cada dia: “A bíblia é uma contra cultura” e se de fato queremos ser chamados peregrinos nessa terra, de passagem para um tempo melhor a única cultura a ser preservada é a “cultura do Reino de Deus”... Aquela que vai de encontro aos nossos padrões, ideais sociais, à cultura onde nos tornamos humanos... Vai de encontro a nós mesmo...
Que os Teus pensamentos sejam os meus pensamentos...
domingo, 25 de abril de 2010
Pensamentos: daqueles que marcam uma existência
As vezes eu paro e penso que parei no tempo e deixei a vida passar vivendo de ilusões e que só agora pude acordar e ver que os castelos que construir eram apenas de areia e com apenas uma onda eles se foram pra sempre.
Hoje so me resta a lembrança de um tempo perdido ao qual me faria muito bem o esquecimento...
Se a garganta engrossa e o sono para mim é remedio, ser feliz hj é a palavra de ordem!!
Sorrir , dançar ser apenas mais uma criança a viver um dia de cada vez e buscar da forma mais avassaladora viver a inocência da esperança, da fé.
Conquistar o inconquistavel, ver no impossível o possivel, e o mais difícil ser alguem que faz das ilusões uma realidade....
"Não há nada taum dificil para quem tem asas..." (by: Nayara rsrsr)
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Reflexões
Reflexões...
Hoje voltei às aulas na minha universidade, e embora já soubesse do quanto é difícil ser cristão no mundo atual, hoje sentir na pele aquela angustia que muitas vezes passamos diante de situações, ou melhor, diante de questionamentos que nosso divagar não alcança.
Muitas vezes buscamos o aconchego de certezas, de crenças, de uma verdade inabalável que não sucumba com as incertezas da dúvida, contudo no fim nos resta questões sem respostas, problemas sem solução. E querem nos fazer acreditar que tais coisas não existem que não deve existir na vida do cristão, que questões desse porte não devem acontecer ou que terão resposta no muito buscar a Deus. No meu mundo tudo faz sentido: servir a Deus, buscar sua vontade, conhecer seu amor, tudo é tão real, às vezes da até pra tocar pra sentir no físico no natural quando tais coisas se expressam.
Mas quando saio da minha grande bolha vejo um todo emaranhado confuso, complexo, ausente de sentido, contradições, e penso: Isso não é ilusão de uma mente atordoada isso está acontecendo, independente de como eu percebo, interpreto ou como vivencio.
Existem pessoas, existe uma sociedade, existe um mundo, existem as relações sociais, existem os estilos de viva, existem barbaridades acontecendo contra a conservação da vida....... E no fim existe um Deus. Bem não são todos que afirmariam isso, mas eu afirmo. Um Deus que se distingue de religião, de tradições de rituais, mas como vivenciar esse Deus? Porque no meu mundo ele é real, porque nas minhas relações ele é real e parece que todo resto insiste em expulsa-lo a pontapés e às vezes eu me sinto expulsa a pontapés? Por que nós Cristão criamos grandes sistemas teóricos para explicar a vida e tudo que a partir dela é gerado, onde possa caber Deus, sua existência, seus milagres, sua presença? Sabe o mundo já esta cheio de sistemas teóricos, cheio de explicações, cheio de verdades.
Homens bonzinhos que decretaram a morte de Deus, do cristianismo, alegando que o grande objetivo de tudo é livrar o mundo, com isso me refiro as pessoas, de uma grande mentira de uma grande ilusão, de uma servidão penosa a ditames religiosos, de líderes eclesiáticos corruptos e sem humanidade. “Chega de ilusões nós somos os donos do mundo, não precisamos de nada nem ninguém nos dizendo o que fazer, não precisamos de medidas de certo ou errado, queremos experiênciar a liberdade. Não se precisa mais de imposição religiosa, nosso apurado aparato cognitivo ele próprio nos libertou da servidão”. Esse avançado processador de informações que nos diferencia das outras espécies nos possibilita pensar, refletir, a criar sistemas teóricos anelando explicar a vida, a existência e principalmente o ser humano, um ser psicologicamente complexo, ele mesmo nos engana, talvez não por questão de falha ou erro, mas por questões de dinâmica, de ontologia.
Saímos da servidão de um Deus, o todo poderoso que castiga com fúria, para servimos a uma era de mudanças, a globalização, a ciência nos libertou!! Mas eu diria saímos da servidão de homens pra servir a homens. Quando foi que a humanidade serviu de fato a Deus? De fato poucas foram às vezes. Se de fato tivéssemos servido a Deus a esse Deus do meu mundinho (que da minha parte ainda muito precisa ser conhecido) e de muitas e muitas e muitas pessoas, não estaríamos aqui nesse todo emaranhado confuso, complexo, ausente de sentido, contradições...
Conclusões
_
_
_
Ainda esperam-se conclusões, elas são uma invenção humana para satisfazer-lhes os sentidos. Não insisto que não as devemos buscar, mas afirmo que à Conclusão nunca chegaremos... Quanto mais a ciência progride mais longe chegamos dela e a única alternativa é cada vez mais chegar perto de Deus, por que isso não é invenção humana, pois não importa o quanto se busque explicações, aquela angústia, falta de ar um dia sempre volta e é só Nele...
Existem pessoas, existe uma sociedade, existe um mundo, existem as relações sociais, existem os estilos de viva, existem barbaridades acontecendo contra a conservação da vida....... E no fim existe um Deus, por que só nele podemos nos aconchegar e as nossas incertezas não deixam de existir, somos humanos, elas simplesmente fazem sentido fazem parte de um todo repleto de significado repleto de vida como um manancial em meio ao deserto.
E essa historia não acaba aqui ela continua na vida, na experiência de cada um que persiste em acreditar que... Só Nele
É essa a reflexão que eu deixo para aqueles jovens que se vêem em dias de crise confrontados por suas certezas, desestimulados pelas incertezas, desesperançados pelas circunstancias: há sempre um Deus... Que trabalha por aqueles que Nele esperam.
Que embora Ele não caiba nos sistemas teóricos por ai a fora há um lugar onde ele cabe e esse lugar é bem maior do que os homens julgam ser. Ele não habita em tempos feitos por mãos... Deus faz parte de um complexo cheio de sentido que é uma pena, mas que muitos nunca encontrarão, mas àqueles que encontraram minhas felicitações em você existe uma fonte a jorrar para Vida Eterna. Há sentido embora minha mente não alcance todo ele, há razão embora eu às vezes desconheça, há vida até quando tudo parece está perdido, então que haja sonhos(Jesus) quando só existir razão(ciência).
Hoje voltei às aulas na minha universidade, e embora já soubesse do quanto é difícil ser cristão no mundo atual, hoje sentir na pele aquela angustia que muitas vezes passamos diante de situações, ou melhor, diante de questionamentos que nosso divagar não alcança.
Muitas vezes buscamos o aconchego de certezas, de crenças, de uma verdade inabalável que não sucumba com as incertezas da dúvida, contudo no fim nos resta questões sem respostas, problemas sem solução. E querem nos fazer acreditar que tais coisas não existem que não deve existir na vida do cristão, que questões desse porte não devem acontecer ou que terão resposta no muito buscar a Deus. No meu mundo tudo faz sentido: servir a Deus, buscar sua vontade, conhecer seu amor, tudo é tão real, às vezes da até pra tocar pra sentir no físico no natural quando tais coisas se expressam.
Mas quando saio da minha grande bolha vejo um todo emaranhado confuso, complexo, ausente de sentido, contradições, e penso: Isso não é ilusão de uma mente atordoada isso está acontecendo, independente de como eu percebo, interpreto ou como vivencio.
Existem pessoas, existe uma sociedade, existe um mundo, existem as relações sociais, existem os estilos de viva, existem barbaridades acontecendo contra a conservação da vida....... E no fim existe um Deus. Bem não são todos que afirmariam isso, mas eu afirmo. Um Deus que se distingue de religião, de tradições de rituais, mas como vivenciar esse Deus? Porque no meu mundo ele é real, porque nas minhas relações ele é real e parece que todo resto insiste em expulsa-lo a pontapés e às vezes eu me sinto expulsa a pontapés? Por que nós Cristão criamos grandes sistemas teóricos para explicar a vida e tudo que a partir dela é gerado, onde possa caber Deus, sua existência, seus milagres, sua presença? Sabe o mundo já esta cheio de sistemas teóricos, cheio de explicações, cheio de verdades.
Homens bonzinhos que decretaram a morte de Deus, do cristianismo, alegando que o grande objetivo de tudo é livrar o mundo, com isso me refiro as pessoas, de uma grande mentira de uma grande ilusão, de uma servidão penosa a ditames religiosos, de líderes eclesiáticos corruptos e sem humanidade. “Chega de ilusões nós somos os donos do mundo, não precisamos de nada nem ninguém nos dizendo o que fazer, não precisamos de medidas de certo ou errado, queremos experiênciar a liberdade. Não se precisa mais de imposição religiosa, nosso apurado aparato cognitivo ele próprio nos libertou da servidão”. Esse avançado processador de informações que nos diferencia das outras espécies nos possibilita pensar, refletir, a criar sistemas teóricos anelando explicar a vida, a existência e principalmente o ser humano, um ser psicologicamente complexo, ele mesmo nos engana, talvez não por questão de falha ou erro, mas por questões de dinâmica, de ontologia.
Saímos da servidão de um Deus, o todo poderoso que castiga com fúria, para servimos a uma era de mudanças, a globalização, a ciência nos libertou!! Mas eu diria saímos da servidão de homens pra servir a homens. Quando foi que a humanidade serviu de fato a Deus? De fato poucas foram às vezes. Se de fato tivéssemos servido a Deus a esse Deus do meu mundinho (que da minha parte ainda muito precisa ser conhecido) e de muitas e muitas e muitas pessoas, não estaríamos aqui nesse todo emaranhado confuso, complexo, ausente de sentido, contradições...
Conclusões
_
_
_
Ainda esperam-se conclusões, elas são uma invenção humana para satisfazer-lhes os sentidos. Não insisto que não as devemos buscar, mas afirmo que à Conclusão nunca chegaremos... Quanto mais a ciência progride mais longe chegamos dela e a única alternativa é cada vez mais chegar perto de Deus, por que isso não é invenção humana, pois não importa o quanto se busque explicações, aquela angústia, falta de ar um dia sempre volta e é só Nele...
Existem pessoas, existe uma sociedade, existe um mundo, existem as relações sociais, existem os estilos de viva, existem barbaridades acontecendo contra a conservação da vida....... E no fim existe um Deus, por que só nele podemos nos aconchegar e as nossas incertezas não deixam de existir, somos humanos, elas simplesmente fazem sentido fazem parte de um todo repleto de significado repleto de vida como um manancial em meio ao deserto.
E essa historia não acaba aqui ela continua na vida, na experiência de cada um que persiste em acreditar que... Só Nele
É essa a reflexão que eu deixo para aqueles jovens que se vêem em dias de crise confrontados por suas certezas, desestimulados pelas incertezas, desesperançados pelas circunstancias: há sempre um Deus... Que trabalha por aqueles que Nele esperam.
Que embora Ele não caiba nos sistemas teóricos por ai a fora há um lugar onde ele cabe e esse lugar é bem maior do que os homens julgam ser. Ele não habita em tempos feitos por mãos... Deus faz parte de um complexo cheio de sentido que é uma pena, mas que muitos nunca encontrarão, mas àqueles que encontraram minhas felicitações em você existe uma fonte a jorrar para Vida Eterna. Há sentido embora minha mente não alcance todo ele, há razão embora eu às vezes desconheça, há vida até quando tudo parece está perdido, então que haja sonhos(Jesus) quando só existir razão(ciência).
Assinar:
Postagens (Atom)


